As chuvas em excesso prejudicam a construção civil e podem resultar em atraso na entrega de empreendimentos. Do dia 1º de janeiro a ontem, o Climatempo contabiliza 20 dias de chuvas em Ribeirão Preto, o que penaliza principalmente trabalhos de início de obras e de pedreiros.
Ribeirão, que tem 44 empreendimentos de porte (edifícios acima de 12 andares e condomínios horizontais) em fase de construção, é mais sensível às condições climáticas.
“Iniciei obras de implantação de empreendimento na zona Leste, em outubro, e de lá para cá 40% dos dias de trabalho foram perdidos pelas chuvas”, afirma José Batista Ferreira, diretor da construtora Costallat e diretor regional do SindusCon, sindicato das empresas do setor.
“Desde o segundo semestre de 2009 as chuvas atrapalham o setor e já contabilizamos possíveis atrasos em algumas de nossas obras”, avalia João Theodoro Feres Sobrinho, diretor da Habiarte Barc.
“Para tentar reverter a situação de atraso nas obras é feito um planejamento de recuperação, sendo que em boa parte dos casos é possível recuperar o atraso”, afirma. Na questão financeira, o impacto das chuvas também é muito grande, porque se as obras estão atrasadas quer dizer que serão mais dias de trabalho para pagamento de funcionários e material. “Mas esse impacto financeiro não é repassado para o cliente”, Feres Sobrinho.
Fonte: www.jornalacidade.com.br |